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Integração e Avanços na Pesquisa sobre Desenvolvimento Regional e Urbano: O II Seminário Nacional do INCT Labplan

Entre os dias 15 e 17 de setembro, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, sediou o II Seminário Nacional do INCT Labplan, reunindo mais de 50 pesquisadores de diferentes regiões do Brasil e convidados. O encontro, que totalizou cerca de 25 horas de programação, contou com 2 palestras e 4 mesas com 15 apresentações, nas quais foram compartilhados dados preliminares e reflexões oriundos das pesquisas em andamento. Pesquisadores mexicanos também participaram de forma remota, no âmbito da cooperação internacional estabelecida com o INCT.

A professora Maria do Livramento Miranda Clementino (UFRN) abriu os trabalhos do II Seminário Nacional do INCT Labplan relembrando das conquistas de 2025

O projeto, iniciado no final de 2023, tem como propósito consolidar uma rede de pesquisa voltada à análise do desenvolvimento regional e urbano no Brasil no período de 2010 a 2025. Após a etapa de integração de grupos e pesquisadores em 2024, o evento deste ano foi marcado pela divulgação dos primeiros resultados, que incluíram dados, interpretações e contribuições analíticas e metodológicas em áreas temáticas prioritárias.

As investigações conduzidas no âmbito do INCT Labplan estruturam-se em três linhas de pesquisa e quatro eixos temáticos, orientados por um recorte espacial multiescalar e análises interdisciplinares. Entre os instrumentos utilizados destacam-se a elaboração de bases de dados e indicadores, com ênfase nos resultados do Censo de 2022, bem como a aplicação de metodologias específicas, como a de classificação de atividades econômicas.

Auditório do Instituto de Políticas Públicas (UFRN)

O Seminário constituiu uma oportunidade estratégica para integrar e difundir os avanços das pesquisas regionais, promovendo intercâmbio de descobertas, processos metodológicos e resultados preliminares. Além disso, cada mesa seguiu um formato comum, contemplando pergunta norteadora, objetivos, metodologia, recorte territorial, dados parciais e próximos passos, de modo a fortalecer a articulação entre os pesquisadores e grupos. Esse processo contribuirá para a elaboração do primeiro e-Book do projeto, com lançamento previsto para 2026.

As apresentações foram organizadas em quatro mesas:

  • Grandes tendências do desenvolvimento regional e urbano;
  • Estudos transversais;
  • Planejamento, desenvolvimento regional e o papel do Estado nas políticas públicas;
  • Metrópoles e aglomerados urbanos emergentes.

Ao longo do evento, o desenvolvimento regional e urbano brasileiro foi examinado sob diferentes perspectivas. Entre as diretrizes que orientam as pesquisas do INCT Labplan estão: a fragmentação do território nacional; a emergência de novas fronteiras e padrões de desenvolvimento regional, urbano e ambiental; as transformações na divisão social do trabalho; os impactos das mudanças geopolíticas, tecnoprodutivas, demográficas e no mundo do trabalho; os processos de urbanização e metropolização; o papel do Estado e do planejamento; bem como as relações entre regiões, regionalização e dinâmica municipal. Os debates contaram com contribuições críticas de especialistas renomados, como Ana Cristina Fernandes (UFPE), Luciana Travassos (UFABC), Tania Bacelar (UFPE) e Francisco de Lima Júnior (URCA).

O economista Aristides Monteiro e a coordenadora do INCT Labplan Maria do Livramento Miranda Clementino durante a palestra do diretor do DIRUR/IPEA

 

A palestra contou com a presença de parte da equipe da FAPERN: Juliana Rayssa Silva Costa, coordenadora geral do Programa Estratégico de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Regional do RN (PROREG); Rebeca Marota, coordenadora técnica de projetos de ambientes promotores de inovação PROPIN; Francisco Luã, Assistente Administrativo e Kayck Danny Bezerra de Araujo, Assistente Administrativo.

O Seminário também incluiu duas conferências abertas ao público. Na primeira, o economista Aristides Monteiro Neto, diretor da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (DIRUR/IPEA), abordou os desafios de reorientar a política regional brasileira diante de um contexto de múltiplas crises, caracterizado pela desindustrialização e pela expansão da agropecuária e da mineração, atividades com menor capacidade de encadeamento para a economia.

A arquiteta Ana Cristina Fernandes (UFPE) e o economista Aristides Monteiro (centro) junto ao comitê gestor do INCT Labplan: da esquerda para diretia, Raul da Silva Ventura Neto (UFPA), Lindijane de Souza Bento Almeida (UFRN), Beatriz Tamaso Mioto (UFABC), Maria do Livramento Miranda Clementino (UFRN) , Francisco do O’ de Lima Júnior (URCA) e Juliana Bacelar de Araújo (UFRN)

Na conferência de encerramento, a professora Ana Cristina Fernandes (UFPE) apresentou uma pesquisa que propõe um indicador de centralidade urbana baseado na inovação, revisitando o conceito de centralidade urbana e indagando se na era digital  o controle e comando da economia mantêm a centralidade da metrópole na rede urbana. Mostrou, ainda, como o avanço da economia digital afeta a centralidade urbana em contextos periféricos, como o Brasil. 

O seminário contou também com a participação de Rute Imanashi, coordenadora de estudos urbanos do IPEA, e a presença virtual das coordenadoras do INCT Produção da Casa e da Cidade, Maria Lucia Refinetti e Luciana Royer.

Encaminhamentos para as metas 2025/2026 feitos pelo comitê gestor ao final do II Seminário Nacional do INCT Labplan

O comitê gestor do INCT Labplan — composto pelas coordenadoras Maria do Livramento Miranda Clementino (UFRN) e Juliana Bacelar de Araújo (UFRN), e pelos pesquisadores Beatriz Tamaso Mioto (UFABC), Francisco do O’ de Lima Júnior (URCA), Lindijane de Souza Bento Almeida (UFRN) e Raul da Silva Ventura Neto (UFPA) — apresentou ainda os encaminhamentos necessários para o cumprimento das metas estabelecidas até 2026. Entre os produtos previstos estão: dois e-Books com resultados de pesquisa, a consolidação de um banco de dados de referência sobre desenvolvimento regional e urbano no Brasil, além da produção de teses, dissertações e artigos científicos.

No campo da cooperação acadêmica, estão previstas a ampliação de convênios internacionais, novas bolsas de pesquisa e a criação de uma disciplina conjunta de pós-graduação vinculada ao INCT. No âmbito da difusão científica, além da manutenção de informativos e redes sociais, serão lançados novos episódios de podcast para ampliar a visibilidade dos temas abordados.

A equipe de apoio composta por bolsistas e pós-graduandos do INCT que ajudaram na organização do evento.

Encerrando o evento, as professoras Maria do Livramento Clementino e Juliana Bacelar de Araújo enfatizaram o caráter coletivo do trabalho desenvolvido no INCT Labplan, destacando o engajamento de todos os pesquisadores envolvidos na consolidação desse esforço nacional de investigação, e agradeceram a equipe de apoio formada por bolsistas e pós-graduandos do INCT que foi fundamental para a realização do evento.

Entre os dias 15 e 17 de setembro, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, sediou o II Seminário Nacional do INCT Labplan, reunindo mais de 50 pesquisadores de diferentes regiões do Brasil e convidados. O encontro, que totalizou cerca de 25 horas de programação, contou com 2 palestras e 4 mesas com 15 apresentações, nas quais foram compartilhados dados preliminares e reflexões oriundos das pesquisas em andamento. Pesquisadores mexicanos também participaram de forma remota, no âmbito da cooperação internacional estabelecida com o INCT.

A professora Maria do Livramento Miranda Clementino (UFRN) abriu os trabalhos do II Seminário Nacional do INCT Labplan relembrando das conquistas de 2025

O projeto, iniciado no final de 2023, tem como propósito consolidar uma rede de pesquisa voltada à análise do desenvolvimento regional e urbano no Brasil no período de 2010 a 2025. Após a etapa de integração de grupos e pesquisadores em 2024, o evento deste ano foi marcado pela divulgação dos primeiros resultados, que incluíram dados, interpretações e contribuições analíticas e metodológicas em áreas temáticas prioritárias.

As investigações conduzidas no âmbito do INCT Labplan estruturam-se em três linhas de pesquisa e quatro eixos temáticos, orientados por um recorte espacial multiescalar e análises interdisciplinares. Entre os instrumentos utilizados destacam-se a elaboração de bases de dados e indicadores, com ênfase nos resultados do Censo de 2022, bem como a aplicação de metodologias específicas, como a de classificação de atividades econômicas.

Auditório do Instituto de Políticas Públicas (UFRN)

O Seminário constituiu uma oportunidade estratégica para integrar e difundir os avanços das pesquisas regionais, promovendo intercâmbio de descobertas, processos metodológicos e resultados preliminares. Além disso, cada mesa seguiu um formato comum, contemplando pergunta norteadora, objetivos, metodologia, recorte territorial, dados parciais e próximos passos, de modo a fortalecer a articulação entre os pesquisadores e grupos. Esse processo contribuirá para a elaboração do primeiro e-Book do projeto, com lançamento previsto para 2026.

As apresentações foram organizadas em quatro mesas:

  • Grandes tendências do desenvolvimento regional e urbano;
  • Estudos transversais;
  • Planejamento, desenvolvimento regional e o papel do Estado nas políticas públicas;
  • Metrópoles e aglomerados urbanos emergentes.

Ao longo do evento, o desenvolvimento regional e urbano brasileiro foi examinado sob diferentes perspectivas. Entre as diretrizes que orientam as pesquisas do INCT Labplan estão: a fragmentação do território nacional; a emergência de novas fronteiras e padrões de desenvolvimento regional, urbano e ambiental; as transformações na divisão social do trabalho; os impactos das mudanças geopolíticas, tecnoprodutivas, demográficas e no mundo do trabalho; os processos de urbanização e metropolização; o papel do Estado e do planejamento; bem como as relações entre regiões, regionalização e dinâmica municipal. Os debates contaram com contribuições críticas de especialistas renomados, como Ana Cristina Fernandes (UFPE), Luciana Travassos (UFABC), Tania Bacelar (UFPE) e Francisco de Lima Júnior (URCA).

O economista Aristides Monteiro e a coordenadora do INCT Labplan Maria do Livramento Miranda Clementino durante a palestra do diretor do DIRUR/IPEA

 

A palestra contou com a presença de parte da equipe da FAPERN: Juliana Rayssa Silva Costa, coordenadora geral do Programa Estratégico de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Regional do RN (PROREG); Rebeca Marota, coordenadora técnica de projetos de ambientes promotores de inovação PROPIN; Francisco Luã, Assistente Administrativo e Kayck Danny Bezerra de Araujo, Assistente Administrativo.

O Seminário também incluiu duas conferências abertas ao público. Na primeira, o economista Aristides Monteiro Neto, diretor da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (DIRUR/IPEA), abordou os desafios de reorientar a política regional brasileira diante de um contexto de múltiplas crises, caracterizado pela desindustrialização e pela expansão da agropecuária e da mineração, atividades com menor capacidade de encadeamento para a economia.

A arquiteta Ana Cristina Fernandes (UFPE) e o economista Aristides Monteiro (centro) junto ao comitê gestor do INCT Labplan: da esquerda para diretia, Raul da Silva Ventura Neto (UFPA), Lindijane de Souza Bento Almeida (UFRN), Beatriz Tamaso Mioto (UFABC), Maria do Livramento Miranda Clementino (UFRN) , Francisco do O’ de Lima Júnior (URCA) e Juliana Bacelar de Araújo (UFRN)

Na conferência de encerramento, a professora Ana Cristina Fernandes (UFPE) apresentou uma pesquisa que propõe um indicador de centralidade urbana baseado na inovação, revisitando o conceito de centralidade urbana e indagando se na era digital  o controle e comando da economia mantêm a centralidade da metrópole na rede urbana. Mostrou, ainda, como o avanço da economia digital afeta a centralidade urbana em contextos periféricos, como o Brasil. 

O seminário contou também com a participação de Rute Imanashi, coordenadora de estudos urbanos do IPEA, e a presença virtual das coordenadoras do INCT Produção da Casa e da Cidade, Maria Lucia Refinetti e Luciana Royer.

Encaminhamentos para as metas 2025/2026 feitos pelo comitê gestor ao final do II Seminário Nacional do INCT Labplan

O comitê gestor do INCT Labplan — composto pelas coordenadoras Maria do Livramento Miranda Clementino (UFRN) e Juliana Bacelar de Araújo (UFRN), e pelos pesquisadores Beatriz Tamaso Mioto (UFABC), Francisco do O’ de Lima Júnior (URCA), Lindijane de Souza Bento Almeida (UFRN) e Raul da Silva Ventura Neto (UFPA) — apresentou ainda os encaminhamentos necessários para o cumprimento das metas estabelecidas até 2026. Entre os produtos previstos estão: dois e-Books com resultados de pesquisa, a consolidação de um banco de dados de referência sobre desenvolvimento regional e urbano no Brasil, além da produção de teses, dissertações e artigos científicos.

No campo da cooperação acadêmica, estão previstas a ampliação de convênios internacionais, novas bolsas de pesquisa e a criação de uma disciplina conjunta de pós-graduação vinculada ao INCT. No âmbito da difusão científica, além da manutenção de informativos e redes sociais, serão lançados novos episódios de podcast para ampliar a visibilidade dos temas abordados.

A equipe de apoio composta por bolsistas e pós-graduandos do INCT que ajudaram na organização do evento.

Encerrando o evento, as professoras Maria do Livramento Clementino e Juliana Bacelar de Araújo enfatizaram o caráter coletivo do trabalho desenvolvido no INCT Labplan, destacando o engajamento de todos os pesquisadores envolvidos na consolidação desse esforço nacional de investigação, e agradeceram a equipe de apoio formada por bolsistas e pós-graduandos do INCT que foi fundamental para a realização do evento.

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