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Pesquisadores do INCT Labplan debatem metrópoles e federalismo em encontro com Argentina e México

Pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia INCT Labplan participaram, nos dias 15 e 16 de junho de 2026, do encontro acadêmico Metrópolis y Federalismo en América Latina: estudios para la gobernanza territorial, promovido pelo Laboratório de Estudos Metropolitanos (LEMet) de El Colegio de Jalisco, no México. Realizado em modalidade virtual e transmitido pelo canal da instituição no YouTube, o encontro reuniu pesquisadores da Argentina, do Brasil e do México em torno de uma pergunta comum: como governar e gerir as metrópoles latino-americanas.

Na Mesa 2, realizada em 16 de junho, a coordenadora do INCT Labplan, Maria do Livramento Miranda Clementino, e o pesquisador Richardson Leonardi Moura da Câmara, coordenador do Eixo de pesquisa 3, ambos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), apresentaram o trabalho Metrópolis intermedias: repensando el federalismo para la gobernanza territorial latinoamericana.

Livramento Clementino tratou das configurações urbanas que vêm se formando fora dos grandes centros, às quais vem chamando provisoriamente de metrópoles emergentes. Para a pesquisadora, o descompasso entre esses arranjos e o marco legal brasileiro é evidente: “Os estatutos que nós temos de regramento hoje da questão metropolitana no Brasil não dão mais conta dessas novas áreas metropolizadas, muitas delas interiorizadas”.

Richardson Câmara apresentou os desafios do federalismo brasileiro para a governança metropolitana, lembrando que o país é o único em que os municípios são entes federativos, o que amplia sua autonomia e, ao mesmo tempo, dificulta a coordenação supralocal. “Temos um contraste, uma contradição, entre a metrópole real e a metrópole legal”, resumiu, ao apontar que as regiões metropolitanas foram criadas por critérios mais políticos do que técnicos e seguem sem fundo nacional de financiamento.

A mesa também contou com a participação de Eliana Tadeu Terci, do DEAS/ESALQ da Universidade de São Paulo, que discutiu os erros e retrocessos políticos na institucionalização da região metropolitana de Piracicaba.

Continuidade da cooperação

“No contexto da América Latina, nós brasileiros somos tão próximos e ao mesmo tempo tão distantes, porque pouco nos enxergamos como realidades constituídas a partir de processos semelhantes”, observou Livramento Clementino na abertura de sua exposição. A participação dá seguimento à aproximação entre o INCT Labplan e El Colegio de Jalisco, construída desde 2022 a partir do convênio de cooperação com a UFRN e já registrada em ações anteriores, como os períodos de intercâmbio realizados por pesquisadores do Instituto no México ao longo de 2025.

Pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia INCT Labplan participaram, nos dias 15 e 16 de junho de 2026, do encontro acadêmico Metrópolis y Federalismo en América Latina: estudios para la gobernanza territorial, promovido pelo Laboratório de Estudos Metropolitanos (LEMet) de El Colegio de Jalisco, no México. Realizado em modalidade virtual e transmitido pelo canal da instituição no YouTube, o encontro reuniu pesquisadores da Argentina, do Brasil e do México em torno de uma pergunta comum: como governar e gerir as metrópoles latino-americanas.

Na Mesa 2, realizada em 16 de junho, a coordenadora do INCT Labplan, Maria do Livramento Miranda Clementino, e o pesquisador Richardson Leonardi Moura da Câmara, coordenador do Eixo de pesquisa 3, ambos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), apresentaram o trabalho Metrópolis intermedias: repensando el federalismo para la gobernanza territorial latinoamericana.

Livramento Clementino tratou das configurações urbanas que vêm se formando fora dos grandes centros, às quais vem chamando provisoriamente de metrópoles emergentes. Para a pesquisadora, o descompasso entre esses arranjos e o marco legal brasileiro é evidente: “Os estatutos que nós temos de regramento hoje da questão metropolitana no Brasil não dão mais conta dessas novas áreas metropolizadas, muitas delas interiorizadas”.

Richardson Câmara apresentou os desafios do federalismo brasileiro para a governança metropolitana, lembrando que o país é o único em que os municípios são entes federativos, o que amplia sua autonomia e, ao mesmo tempo, dificulta a coordenação supralocal. “Temos um contraste, uma contradição, entre a metrópole real e a metrópole legal”, resumiu, ao apontar que as regiões metropolitanas foram criadas por critérios mais políticos do que técnicos e seguem sem fundo nacional de financiamento.

A mesa também contou com a participação de Eliana Tadeu Terci, do DEAS/ESALQ da Universidade de São Paulo, que discutiu os erros e retrocessos políticos na institucionalização da região metropolitana de Piracicaba.

Continuidade da cooperação

“No contexto da América Latina, nós brasileiros somos tão próximos e ao mesmo tempo tão distantes, porque pouco nos enxergamos como realidades constituídas a partir de processos semelhantes”, observou Livramento Clementino na abertura de sua exposição. A participação dá seguimento à aproximação entre o INCT Labplan e El Colegio de Jalisco, construída desde 2022 a partir do convênio de cooperação com a UFRN e já registrada em ações anteriores, como os períodos de intercâmbio realizados por pesquisadores do Instituto no México ao longo de 2025.

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