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Pesquisadores do INCT Labplan participam da COP 30

Realizada em novembro, em Belém (PA), a COP 30 reuniu representantes de mais de 190 países, pesquisadores e ampla participação da sociedade civil, com forte presença de povos indígenas e movimentos sociais. O evento colocou a Amazônia no centro das discussões globais sobre mudanças climáticas.

O INCT Labplan esteve presente por meio de três pesquisadores: Francisco do O’ de Lima Júnior (URCA), Harley Silva (UFPA) eRaul da Silva Ventura Neto (UFPA), que participaram de mesas e debates sobre mudança climática, preservação ambiental e bioeconomia.

 

Bioeconomia

Na mesa “Impactos econômicos de investimentos em bioeconomia no Pará”, Raul Ventura Neto e Harley Silva discutiram estratégias de desenvolvimento regional baseadas na bioeconomia. Entre os destaques, apontaram o papel da feira Ver-o-Peso como vetor de fortalecimento de políticas agroextrativistas e de integração econômica entre cidades ribeirinhas da Amazônia.

Participação de Raul Ventura Neto durante discussão na COP 30.

Raul alertou para o risco da falta de consolidação das atividades locais que compõem a bioeconomia, ressaltando que esse alinhamento é essencial para evitar que novos investimentos sejam absorvidos pelo setor agropecuário tradicional.

Raul também participou da mesa “Cities and the Amazon Forest: reconnection agendas for a livable future”, ao lado de pesquisadores do IPS Brasil, USP e Harvard, debatendo a relação entre cidades e florestas como sistemas interdependentes para a produção econômica e a reprodução da vida.

 

Mudanças climáticas

Francisco do O’ de Lima Júnior participou de duas mesas realizadas no Museu Goeldi, no espaço Casa da Ciência, criado especialmente para a COP 30 e que reuniu cerca de 40 mesas com pesquisadores de todo o país.

Em uma das discussões, o pesquisador abordou os impactos das mudanças climáticas nas terras secas, com foco no semiárido brasileiro. Destacou os aglomerados urbanos emergentes como áreas que concentram população e demandam políticas públicas específicas, sobretudo em relação ao consumo de bens coletivos e às dinâmicas produtivas.


Participação de Francisco do O’ de Lima Júnior em duas mesas realizadas no Museu Goeldi.

Lima também apresentou o caso do Geoparque Araripe, no sul do Ceará, região que abrange os municípios de Barbalha, Crato, Juazeiro do Norte, Missão Velha, Nova Olinda e Santana do Cariri, ressaltando a mobilização de atores locais em ações voltadas à preservação ambiental, à proteção das nascentes da Chapada do Araripe e à adaptação às mudanças climáticas.

 

Pós-COP 30

Apesar das críticas geradas pela ausência de um acordo mais robusto sobre o fim dos combustíveis fósseis no documento final, a COP 30 teve como pontos positivos a ampla participação popular e a realização dos debates sobre a Amazônia no próprio território amazônico.

Raul destacou a forte presença do lobby de empresas poluidoras na Blue Zone, área destinada aos estandes oficiais dos países. Segundo o pesquisador, o alto custo dos espaços evidenciou desigualdades entre as delegações e ajuda a compreender a influência desses atores nas negociações.

Para Lima, as discussões da COP 30 reforçaram a importância da preservação dos diferentes biomas, contribuindo para o equilíbrio ambiental da Amazônia.

Realizada em novembro, em Belém (PA), a COP 30 reuniu representantes de mais de 190 países, pesquisadores e ampla participação da sociedade civil, com forte presença de povos indígenas e movimentos sociais. O evento colocou a Amazônia no centro das discussões globais sobre mudanças climáticas.

O INCT Labplan esteve presente por meio de três pesquisadores: Francisco do O’ de Lima Júnior (URCA), Harley Silva (UFPA) eRaul da Silva Ventura Neto (UFPA), que participaram de mesas e debates sobre mudança climática, preservação ambiental e bioeconomia.

 

Bioeconomia

Na mesa “Impactos econômicos de investimentos em bioeconomia no Pará”, Raul Ventura Neto e Harley Silva discutiram estratégias de desenvolvimento regional baseadas na bioeconomia. Entre os destaques, apontaram o papel da feira Ver-o-Peso como vetor de fortalecimento de políticas agroextrativistas e de integração econômica entre cidades ribeirinhas da Amazônia.

Participação de Raul Ventura Neto durante discussão na COP 30.

Raul alertou para o risco da falta de consolidação das atividades locais que compõem a bioeconomia, ressaltando que esse alinhamento é essencial para evitar que novos investimentos sejam absorvidos pelo setor agropecuário tradicional.

Raul também participou da mesa “Cities and the Amazon Forest: reconnection agendas for a livable future”, ao lado de pesquisadores do IPS Brasil, USP e Harvard, debatendo a relação entre cidades e florestas como sistemas interdependentes para a produção econômica e a reprodução da vida.

 

Mudanças climáticas

Francisco do O’ de Lima Júnior participou de duas mesas realizadas no Museu Goeldi, no espaço Casa da Ciência, criado especialmente para a COP 30 e que reuniu cerca de 40 mesas com pesquisadores de todo o país.

Em uma das discussões, o pesquisador abordou os impactos das mudanças climáticas nas terras secas, com foco no semiárido brasileiro. Destacou os aglomerados urbanos emergentes como áreas que concentram população e demandam políticas públicas específicas, sobretudo em relação ao consumo de bens coletivos e às dinâmicas produtivas.


Participação de Francisco do O’ de Lima Júnior em duas mesas realizadas no Museu Goeldi.

Lima também apresentou o caso do Geoparque Araripe, no sul do Ceará, região que abrange os municípios de Barbalha, Crato, Juazeiro do Norte, Missão Velha, Nova Olinda e Santana do Cariri, ressaltando a mobilização de atores locais em ações voltadas à preservação ambiental, à proteção das nascentes da Chapada do Araripe e à adaptação às mudanças climáticas.

 

Pós-COP 30

Apesar das críticas geradas pela ausência de um acordo mais robusto sobre o fim dos combustíveis fósseis no documento final, a COP 30 teve como pontos positivos a ampla participação popular e a realização dos debates sobre a Amazônia no próprio território amazônico.

Raul destacou a forte presença do lobby de empresas poluidoras na Blue Zone, área destinada aos estandes oficiais dos países. Segundo o pesquisador, o alto custo dos espaços evidenciou desigualdades entre as delegações e ajuda a compreender a influência desses atores nas negociações.

Para Lima, as discussões da COP 30 reforçaram a importância da preservação dos diferentes biomas, contribuindo para o equilíbrio ambiental da Amazônia.

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